Páginas

Mostrando postagens com marcador Once upon a time. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Once upon a time. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 23 de julho de 2013

Texto: Adeus


Fechei os olhos e respirei fundo.
Mas não me lembrei.
Segurei o ar pelo máximo de tempo tentei me lembrar mais ainda não consegui.
Será que eu estou te esquecendo?

Me virei de um lado para o outro, o relógio marcava 2 da manhã
Acho que não passava das 11 quando comecei a tentar me lembrar de você.

Decidi levantar,
A lua ainda estava lá linda no céu,
Um frio me percorreu o corpo,
e se eu tivesse mesmo esquecido?
E se eu nunca mais lembrasse das queles olhos profundos?
e se eu nunca mais pudesse recordar aquele sorriso?



Lembro que a alguns meses me esforcei para esquecer.
Tola.

Mas de repente,
Um frio na barriga e me lembrei.
Meu lembrei do teu sorriso
Da sua voz
Do som doce da sua risada
E dos teus olhos, ha os teus olhos.
Era como se eu pudesse ler a tua mente através deles.

Depois de algum tempo ali, decidi escrever,
Pois não queria te esquecer.
Escrevi cada detalhe seu, cada gesto
Cada movimento gracioso

Enquanto escrevia cheguei a uma conclusão.
Hora de esquecer.
Sei é confuso mas, sei que já fiquei no seu passado.
Enquanto você rendeu bons capítulos a minha vida,
Sei que não passo de uma pagina da tua.

Sinceramente não me importo,
Você foi importante,
e talvez seja daqui a muito tempo
eu apenas acho que é hora de soltar essas amarras que me mantem presas a você

O sol já nascia
e com ele um novo capitulo
E com ele um adeus.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Once upon a time: Talvez você dissesse sim!


Musica de fundo:

Eu só queria ter certeza!
se ha chances, se um dia poderíamos acabar juntos, ou se é apenas um sonho meu!
queria ter coragem para enfrentar a minha razão meio sem noção e dizer que te amo!
e se você dissesse que não sentia o mesmo eu partiria não iria te aborrecer com os meus frágeis pensamentos. Te deixaria ser feliz!
As vezes iria observar de longe e sorrir com o seu sorriso, me orgulhar das tuas vitorias!
Eu iria estar lá nas escuras sobras do teu coração sem que você se importe com a respiração irregular.
ou com os ataques de ciumes disfarçados!
Eu até iria no seu casamento, e quando o padre dissesse:
-Se tiver alguém contra esse casamento fale agora ou cale-se para sempre!
 eu iria me encolher na cadeira, e iria chorar dizendo ser emoção mas você saberia o motivo, como uma gota de sangue em uma camisa de seda branca!
 Eu iria me esforçar para pegar o buque!
Eu aceitaria ser madrinha dos teus filhos, e imaginaria por noites de insonia como seria os nossos lindo bebes correndo pela casa.
 Talvez eu fosse embora da igreja deixando você para sempre!
Talvez e preferiria olhar de longe e te esperar até o dia em que me sentaria em uma cadeira de balanço com uma musica suave na vitrola aos pedaços e então pudesse acompanhar seus passos de um outro lugar!
 Talvez lá no inicio você tivesse dito sim, nos teríamos nos casado, nosso filhos cresceriam em uma casa cheia de amor, até o dia em que deitaríamos juntos para nunca mais nos separar pelo resto da eternidade!

sábado, 16 de março de 2013

Once upon a time: lembrança


Agente se controla, respira fundo e tenta não pensar, mais em uma fração de segundo, aquele sorriso te vem a mente e uma lagrima escorre do olhos, e isso é o suficiente. É o bastante para te fazer lembrar de como era gostoso ficar ao lado dele, sentir teu cheiro e ouvir sua voz enquanto ele falava coisas inteligentes, então por um momento você fecha os olhos e se permite sonhar, praticamente sente suas mãos o seu toque macio, o doce som da sua voz, é como se ele estivesse ali ao seu lado te abraçando te fazendo sentir a pessoa mais especial de todo o planeta.
  E você para e fica imaginando como as coisas seriam se tivesse dado certo, você pensa nas tardes de domingo e os sms durante a madrugada, imagina como seria gostoso andar de mãos dadas e ver todas as meninas na rua morrendo de inveja... e entre um pensamento e outro você sorri e chora ao mesmo tempo, você viaja nos desejos e sonhos que não passam disso por que sabe que são  apenas desejos.
  Você começa e se conformar em olhar de longe,acho que tem amores que não foram feitos para serem vividos acho que é essa a questão da vida.
    Mas estarei aqui de longe torcendo pelas suas vitorias seu sonhos e suas realizações  e ainda vou andar sorrindo por ai mesmo que a noite uma lagrima de lembrança escorra pelo meu rosto!

segunda-feira, 11 de março de 2013

Once upon a time:Doce e sangrenta formatura




   Aquele era um dos dias mais felizes da minha vida, não, não era meu casamento, e sim minha formatura do 9º ano...
   Durante muito tempo fique esperando ansiosa para que esse dia chegasse. Toda a cerimonia e a balada já haviam acabado, e eu e um grupo de jovens estávamos no quarto se trocando para a também esperada trilha noturna. Não seria nada muito emocionante afinal já havia feito aquela trilha durante uma outra excursão, e bom oque a trilha tinha de mais empolgante era uma ponte de madeira que não havia necessidade de estar ali.
   Pegamos a lanterna e entramos na ''trilha'' admito que estava ficando interessante durante a noite agente prestava mais atenção nas coisas a nossa volta e até percebi algumas ''casas abandonadas''. Algumas meninas davam gritinhos acho que mais para tornar aquilo emocionante doque por medo. Entramos em um quarto feito de madeira e desligamos as lanternas e fizemos silencio ouvi algo estralar atrás do quarto e em poucos minutos todas as lanternas estavam acessas e pulando para fora do quarto!
-Julia, sabe oque seria legal?
-Não oque?
-Zumbis... nunca vi nenhum filme de zumbi em formatura. Imagina ia ser muito louco
Alguém da outra escola gritou:
-Para menina eu tô com medo!!
-Zumbis sedentos por uns cérebros recem diplomados no 9º ano!!- Eu disse querendo assustar, e um coro de meninas disse
-PARA
-Relo, manda ela parar- Deixe-me esclarecer'' Relo'' era o nosso monitor sim um nominho muito legal.
   Andamos com alguns gritinho bobos até uma arvore depois da ponte ,que foi uma sessão de gritos...    Chegando lá O monitor que agora era chamado ''ZOI'' por causa dos olhos azuis, nos mandou desligar as lanternas e fazer um minuto de silencio em nome de um menino chamado Gabriel que havia morrido na trilha, 'hahaha avá'. Depois disso um menino começou a contar uma historia de terror, eu escultei novamente o barulho e um sussuro mais nada assim tão assustador mais me fez arrepiar.
   Depois da historia voltamos para os quartos onde o coitado do monitor achou que iriamos dormir, tadinho. Ficamos batendo papo eu e mais 5 meninas da minha escola tentávamos nos entrosar com o pessoal da outra escola, e pouco depois eramos ''melhores amigos''.
   As 4:30 o ''Zoi'' pediu para que fossemos para o quarto ele foi dormir e as 5:00 nos já estávamos brincando de verdade ou desafio na quadra (no meu caso só verdade por enquanto kkkkk). Depois de algumas rodadas e desafio para mim.
-Thaina eu te desafio...-Disse um menino-A ir até aquele cara e flertar com ele
-Que cara?
-Aquele- disse ele apontando para um homem de meia idade que andava torto e muito devagar
-Pera mais quem é aquele cara
-Ai Thata vai logo e faz-Disse a Carol
-Aff devia estar dormindo com a Rafaela e a Mariana- Andei até o cara sem acreditar no que eu ia fazer ridícula, era assim que eu me sentia, dobrei a blusa soltei o cabelo e andei até o cara de meia idade.
-Boa noite, Sera que posso falar com vc? É que eu não tô conseguindo dormir...
   O cara se virou para mim e não acreditei no que estava vendo era muita ironia eu só podia estar sonhando, o terno do homem estava coberto por sangue e sua camisa estava rasgada...
-Meu Deus – Corri de volta para o grupo -Rápido vocês não vão acreditar não cheguem perto daquele cara    Vão lá para cima Acordem o Relo e peguem as mochila e tudo oque fura que você verem- Eles olharam para mim e começaram a rir, não só rir mais rolarem no chão.
-Thaina você tá bem? Oque tomou na balada?-Disse a Carol
-Serio aquele cara é um Zumbi- As pessoas se jogavam no chão de tanto rir
-Thaina, você ta ondo longe de mais com essa obsseção-Disse a Julia
-Julia eu não tô brincando serio, porque faria isso?
-Talvez por que você é uma palhaça!
-Ta mais eu tô falando serio-Eles ainda riam- Ok-Rolei a garrafa e caiu exatamente em um menino besta que se achava o rei da cocada preta-Vai te desafio agora a dar um abraço naquele cara
-Ok se eu for lá você me beija
-Ok- Ele andou até o cara e chegou perto o suficiente, em questão de um segundo um 'cara' havia o agarrado e arrancando um pedaço de seu pescoço depois seu braço o menino gritava de dor. Em um segundo a maioria correu para os quartos enquanto alguns choravam
-Foi oque eu pensei-Corri para o quarto pegando minha mochila e enfiei uma coberta peguei a lanterna e vi um espelho bati nele tentando fazer cacos maiores cortei um lençol e enrolei nas mão para não me cortar com as cacos -VAMOS- gritei ao sair pelo corredor e agora tinha cinco daquelas coisas e no chão as pessoas que ficaram se lamentando, bom elas não estavam mais entre nós, as meninas choravam e até alguns meninos-Vamos para o refeitório e lá peguem o máximo de facas que puderem.
   Acertei um zumbi com o caco de vidro bem na cabeça e os meninos ficavam dando socos na barriga
-Caramba meu oque você fazem da vida?? Na cabeça burros nunca assistiram TWD? Idiotas- E de repente surpresinha, tinha bem uns 15 daquelas coisas espalhadas pelo sitio! O monitor foi na frente abriu a porta do refeitório, mas quando olhei para traz não vi a Julia
-Droga-Eu disse voltando mais assim que cheguei na porta a Julia entrou -Julia Couto por favor não se distancie.
-Thaina a Geovanna ficou para traz!
-Droga, Relo me da uma faca!
-Menina você tá doida acha que ta Num video game?
-Cara a menina tá lá fora sozinha, e você tá mais perdido que cego em tiroteio, então me da essa faca agora ou ela também vai morrer!- Ele por fim me passou a faca-Aff, essa vai ser uma longaaaaaaaa formatura!

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Historia:Palavras escritas

Ela respirou fundo olhando para ele e disse:
-Por favor, não fala nada só esculta, eu estou a muito tempo querendo falar isso só não sabia como e quando, eu tinha medo de acabar estragando tudo e você acabar partindo, por que eu prefiro ficar com tudo isso para mim do que te ver partir...
-Mas...
-Por favor não fala nada me deixa terminar primeiro- Ela colocou a mão na bolsa e pegou uma um papel, meio amaçado,enquanto ela desdobrava a folha suas mãos tremiam, e isso fez ele rir levemente, então ela começou a ler:
''Não sei como começar essa carta, tem mais de três horas que estou na frente dessa folha branca, mais não sei como começar, então vou direto ao ponto.
  A primeira vez que te vi, não sei como explicar só sei que senti que você era diferente, talvez fosse o seu sorriso, ou simplesmente o jeito como você se comportava, eu não sei, só que a partir daquele momento, eu passei e te observar, e dia apos dia fui tentando te conhecer desvendar os seus mistérios seus gostos, passei a enchergar o mundo pelos seus olhos e hoje essa é a minha visão.
  Eu entrei no seu mundo e sinceramente não quero sair, eu quero conhecer cada parte de você, quero conhecer seus pensamentos, e mergulhar na sua profundidade quero te ligar domingo a tarde e conversar sobre coisas bobas, que assistir um filme bobo que nenhum de nos dois estará realmente prestando atenção, Eu quero você!
 Quero sua voz o son do seu violão e da sua risada.
 Talvez tudo isso pareça loucura mais não e importo, ao menos você sabe oque se passa dentro de mim você sabe oque eu sinto e é isso! é em você que eu penso todas as noites, é a nossa historia que eu imagino quando assisto um filme somos nos dois! e eu realmente espero que deixe de ser eu e você para ser nos!''
  Quando ela terminou segurava as lagrimas, não queria chorar na frente dele, não queria parecer mais fraca do que aquela situação já mostrava, ela só ficou parada olhando o tennis sem saber oque falar sem saber oque fazer. Então ele começou a se mecher e quando ela olhou ele tirava um papel da sua bolsa pasta, ele virou o papel para ela e disse
-Não sou tão bom com as palavras desculpe- então mostrou o papel
''Não para de pensar em você''

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Do passado ao aeroporto

   Já haviam 3 ou 4 messes que eles não se viam, ele estava bem, viajava curtia a vida, como era de costume, ela ficava em casa escrevia um pouco e sonhava muito, idealizava momentos, e vez ou outra saia para relaxar.
   A noite ele pegava o violão dedilhava uma ou duas musicas enquanto ela olhava para as estrelas e o imaginava lindo com  o violão, cantando uma musica suave em sua voz perfeita. longe um do outro.
   Existiam muitas diferenças entre eles, a primeira, era os pensamentos, ele pensava em tudo, estava sempre se ocupando com coisas inteligente e musica, mais ela só pensava nele, e conseqüentemente em musica.
    Dia após dia, ela deixou de ser lembrada por ele, e aos poucos ela foi se conformando, com o fato de que as coisas mudam e que as vezes, a vida toma rumos que talvez não seja do nosso agrado.
    Anos se passaram, muita coisa mudou, depois de muitas desilusões ela decidiu ser comissaria, viajar o mundo sozinha, comprou um apartamento, mais nunca esqueceu plenamente dele, as vezes ainda olhava para as estrela e o imagina, ainda do mesmo jeito que o havia conhecido.
 Ele também seguiu sua vida, estudou muito e se tornou um medico conhecido e repeitado, teve varias aventuras, fez tudo oque queria fazer, ele iria noivar, estava viajando até a cidade onde sua futura noiva o aguardava junto com os pais.
   O aeroporto estava cheio e o transito até lá estava impossível,  assim que ele chegou no saguão ouviu que seu voo era o próximo e aquela era a ultima chamada, ele saiu correndo, com tanta pressa que acabou por esbarrar em uma mulher que era muito bonita e elegante, um comissaria de bordo, com a batida dos dois o livro de ambos caíram no chão, revirando alguns papeis. eles pegaram tudo apresadamente. mas ele sentiu algo diferente, quando tocou a mão daquela desconhecida, e quando olhou nos olhos daquela menina de 20 e pouquinhos anos ele sentiu algo especial, sentiu seu corpo se arrepiar mas não sabia por que aquela garota estranha havia feito com que ele sentisse aquilo, mal sabia ele como ela se sentia, seu corpo tremia e ela mal acreditava na conhecidencia que o destino havia preparado, era ele, um pouco mais velho aparentava ser bem seguro de si, mais ainda tinha aqueles olhos lindos, pelos quais ela havia se apaixonado.
   Ela não sabia para onde ele estava indo e muito menos oque estava passando pela cabeça dele, mais naquele minuto, ele não se lembrava exatamente dela, Se lembrava apenas de uma musica que uma garota havia cantado, a muito tempo atras quando ele era adolescente, ele não sabia porque mais começou a duvidar sobre oque ele realmente queria, a repeito de seu casamento.
  Tantos pensamentos em poucos segundos, eles correram para seus voos, novamente deixando um ao outro no passado.
 No avião após a decolagem, comissarias passaram oferecendo balas, e enquanto, ele folheava seu livro percebeu que havia pego um papel, da garota no saguão era um texto lindo; Uma comissaria passou:
-Bom tarde senhor, aceita uma bala??
-A sim obrigada- e quando ele olhou era a mesma mulher.
-Ha você de novo??
-ha sim, acho que esse texto é meu né??
-acho que siim- rapidamente ele rabiscou seu numero no papel e passou para ela enquanto pegava uma bala.
 Ele não sabia oque estava fazendo estava indo viajar para noivar, bom na verdade não, a unica coisa que ele sabia é que não podia se casar, não sem descobrir quem era aquela garota. Na verdade ela fez com que ele pensasse em tudo oque tinha passado, e no fundo, ele sabia que estava indo noivar por que é isso que as pessoas fazem, crescem estudam, se formam casam têm filhos e morrem velhinhos.
  Ela se sentia estranhamente feliz, havia reencontrado aquele homem depois de tanto tempo, e nem sabia oque esperar, haviam-se passado tanto tempo
  Ele desceu do avião aquele dia e deu uma ultima olhada em direção aquela mulher, e esperou profundamente que ela ligasse, então ele ligou para a namorada, e disse que precisava conversar, sabia que oque estava fazendo era loucura mais fez ainda assim, afinal sempre seguia o coração. Enquanto ele terminava com sua namorada ela pegava o celular e o numero no papel, ainda receosa em ligar, ele pegou o carro e dirigiu achando que podia estar fazendo a pior coisa da sua vida, dirigiu até o hotel mais proximo e decidiu ir embora no dia seguinte, então o celular tocou, e ele ouviu a voz da garota então sabia que oque estava fazendo era absolutamente certo!

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Tudo vai parar no passado um dia

Musica de fundo

A única luz que iluminava o quarto era a luz fraca de um abajur, uma musica tocava baixinha ao fundo, eu jogada na cama imaginava minha vida desde a primeira vez que eu o havia visto.
 Ele não era o tipo de pessoa que chamava atenção, usava uma blusa preta e uma bermuda, não estava diferente de todos os outros, mais algo nele prendeu minha atenção, ele conversava com uma mulher e foi a primeira vez que vi aquele sorriso. Ha aquele sorriso, não sei se algum dia ainda vou ver algo tão lindo.
  Porem mesmo ele tendo chamado minha atenção, haviam tantas pessoas naquela sala que simplesmente passou.
 Nos víamos uma vez por semana no mesmo lugar, e eramos desconhecido, até um estalar de dedo me fazer olhar dentro dos olhos dele, era incrível como eu conseguia ver quão especial ele era, não tinha como explicar eu só sabia que ele tinha algo diferente.
 Aos poucos comecei a me aproximar e dia após dia fui descobrindo a pessoa incrível que ele era, o jeito como tinha opinião própria e defendia isso, o jeito como escrevia, tocava e cantava, e não consegui entender como eu pude achar um dia que ele fosse só mais um entre os muitos de uma sala.
 Ele era diferente o jeito como ele via as coisas, e como ele conseguia fazer com que eu visse isso através dos olhos dele, o jeito como as vezes era meio bobo ou até sistemático  o som da sua risada, cada detalhe sem importância que nele se transformava em algo lindo e maravilhoso.
 E dia a pós dia, fui me apaixonando,vejo a paixão como um dos sentimentos mais bobos do mundo, quando alguém diz que esta apaixonado você já sabe oque vem a seguir, por que a vida não é um conto de fadas, e as pessoas não são boazinhas, elas não vão te dar a mão quando você estiver caindo, conforme-se, muitas delas vão te empurrar para mais baixo ainda.
Mais você não vê isso quando esta apaixonada, por que isso não importa! não importa o resto do mundo, apenas aquele sorriso, e você começa a fazer planos apoiados em ilusões  mesmo sabendo que não passam disso, Mais idai né? oque tem de mais sonhar. Na verdade posso dizer um milhão de motivos pelo que faz mal sonhar, mais um seria o suficiente, você não deve fazer esses planos e esses sonhos por que não é ele que esta te iludindo, é você mesmo, você acredita, mais bem no fundo sabe que não vai acontecer!
 Bom mais esse texto não é sobre oque a paixão faz, é sobre uma garota, que se apaixonou, por uma pessoa que era tudo oque ela sonhava mais que ficou no passado, o lugar para onde todos nos iremos parar  um dia! mais cedo o mais tarde, é no esquecimento, é na carta que ficou jogada atras do armário por anos sem resposta! nada é eterno.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Palavras no meio da noite



 Ele se virou de um lado para o outro, e novamente susurou:
-Fernanda
Eu já estava cheia, todas as noites nesse acampamento, ele ficava susurando o nome dela, 3,4 até 5 vezes por noite
-Miguel, acorda
-Fernanda? oque foi?- ele disse ainda meio sonolento
-Não é a sua Fernandinha, sou eu Marianna
-Oque foi?
-Não tô conseguindo dormir!!!
-Tem medo do escuro é? eu acendo a luminária
-Não Miguel, não consigo dormir por que você fica falando chamando essa tal de Fernanda- Eu disse já com raiva
-Ha desculpa- ele disse sentando na barraca apertada, ele colocou a cabeça entre as pernas, e eu quase achei que ele estava chorando
-Miguel, você tá bem?
-Sim estou sim
-Então volte a dormir por que amanhã teremos muitas coisas a fazer.- Eu disse virando de lado, eu mesma não iria dormir, como em todas as outras noites na qual ele chamava por aquela menina, eu a conhecia de vista e no entanto já a odiava com todo meu coração, eu sentia tanta raiva quando ele me abraçava a noite e depois susurava o nome dela. É que a questão não era quem estava nos sonhos dele, mais sim que habitava o coração dele. Á um ano atraz, ele era só mais uma pessoa, mas hoje, quando o vejo meu coração acelera, minhas pernas tremem, borboletas voam no meu estomago de um lado para o outro, e não consigo dizer nada bom o suficiente.  Então eu fiquei aqui sendo a amiga tentando mandar 1001 sinais enquanto o via se apaixonar por outra menina, sem poder fazer nada. Eu só queria que ele visse o quanto especial ele era para mim, e que talvez aquela garota não sentisse um terço do que eu sinto, porem eu era uma covarde que esta perdendo sem lutar!
  O Miguel, se deito e eu limpei uma lagrima que estava escorrendo, então derrepente ele me abraçou, e susurou algo no meu ouvido.
-Marianna- ouvi o Miguel me chamar e tinha sido um sonho os braços dele estavam em volta dos joelhos e não na minha cintura
-Oi?
-Não consigo dormir!!
-Oque foi? tá passando mal?
-Não é que você fica chamando meu nome- Nossa, o meu rosto na hora virou um pimentão e eu estava tão envergonhada, e ao mesmo tempo com muita raiva, por ter sido apenas um sonho!
-Desculpa Miguel.-Virei para o lado e me enrolei no lençol já que estava muito quente, então ele me abraçou e dessa vez de verdade susurou no meu ouvido
-Eu estou aqui amor!- e então me beijou.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Menino do machado


Apesar do silencio, afinal estávamos em prova, o garoto chato ao meu lado, mascava chiclete acima do barulho do ventilador ligado, eu já havia terminado a prova e rabiscava algo no caderno enquanto fitava o ventilador. Eu queria muito sair dali, aquelas pessoas ou eram burras de mais ou se faziam muito bem já estavam a mais de uma hora com a prova e não havia sinal de que iriam terminar logo.

Enquanto eu pensava onde realmente queria estar, um barulho alto interrompeu meus pensamentos, Todos olharam para a porta e em um segundo estávamos encharcados, o sensor de fumaça jogava água para todos os lados. O menino nojento havia sido o primeiro a voar pela porta seguido pelos gritos histéricos de duas garotas sem personalidade. O professor estava na porta com os cabelos loiros molhados enquanto sinalizava para que saíssemos da sala.

A escola era no andar de cima de algumas lojas então rapidamente quase todos estavam na rua procurando algum indicio de fogo, diferente do resto não tive vontade de correr percebi assim que sai da sala que não havia calor e invés de correr para longe dali eu queria muito ir para o lado contrario para os banheiros ver quem era o idiota que estava fumando em um deles, e como eu sempre segui os meus instintos fui até lá.

Corri para o lado contrario e nenhum sinal de fogo, como eu esperava, a medida que eu chegava perto da banheiro escultava barulhos de portas batendo, der repente vi u garoto que saia do banheiro dos meninos, por um impulso me joguei para traz do bebedor, ele era tão branco que não parecia vivo, no minimo não tomava sol dede que nascera, ele usava uma daquelas roupas de hospital que te deixa super constrangida, mais ele não parecia se importar, e arrastava um machado; Oque ele fazia ali e como tinha entrado, Eu não fazia a minima!

Ele caminhou devagar sem olhar para mim, de repente parou e olho diretamente nos meus olhos com uma velocidade imensa, era como se eu estivesse hipnotizada por ele, não conseguia olhar para outro lugar e sentia que o conhecia de algum lugar,levantei-me sem desviar o olhar e comecei a caminhar em sua direção, quando cheguei bem perto senti ele sussurrar algo que não consegui identificar, então ele levanto alto o machado e eu sabia que ele ia me acertar eu  ainda relutante fechei os olhos...

O sinal da escola batei alto fazendo todos levantarem e interrompendo meu pensamentos.

O Penhasco


Era tarde, a chuva batia nas janelas do meu quarto, apenas uma pequena luz entrava pela fresta da cortina. Um vento forte chicoteou meu rosto molhando-o com algumas gotas da chuva. Corri para fechar a janela aberta, mas antes, me permiti sentir aquele clima gostoso, aquele cheiro de chuva que acalmava tudo. Me lembrei de quantas vezes havia ficado ali com ele, sem me preocupar com a roupa molhada ou qualquer outra coisa, apenas sentindo o momento, as vezes fazendo planos e as vezes em silencio, mais cada vez que fazíamos isso era incrível.

Sentei na cama encarando as gotas em minha pele, olhei em volta e tudo parecia tão... Normal. A toalha molhada nos pés da cama, sua roupa jogada no chão excerto pela sua camisa, que havia virado meu pijama, Um porta retrato com a nossa foto iluminada apenas por um abajur ruim que havíamos comprados sabe-se lá onde.

Senti cheiro de chocolate quente e desci as escadas até a sala, a lareira estava acesa, na mesa ao lado havia alguns pacotes de chocolate que se acumularam com o tempo, o velho piano, agora permanecia solitário coberto por uma espessa camada de poeira, aquele piano era a coisa mais triste daquele lugar, durantes meses, todas as noites, ele sentava-se lá e tocava uma musica suave enquanto eu preparava nosso chocolate quente, então ele terminava a musica e nos íamos para a varanda e ficávamos olhando a lua. Sentei na frente do piano e passei a mão sobre algumas teclas a saudade esmagava meu peito...

As lagrimas presentes todas as noites rolaram pelo meu rosto, já havia 5 anos que elas eram minhas únicas companheiras...

Eu o havia conhecido quando ele tinha apenas 16 anos e eu 15, quando nos esbaramos pelas ruas da pequena cidade, Nunca fui de acreditar em alma gemea, por que não tem logica entre 7 bilhões de pessoa existir UMA destinada a você. Mas ele segurou minha mão naquele dia e nunca mais soltou... Até 5 anos atrás nessa mesma sala, quando ele se despediu para ir trabalhar e nunca mais voltou...

Senti uma mão no meu ombro, e aquele cheiro inconfundível...
-Eu sabia que você viria...
-Prometi que viria, e vim todos os dias...
Segurei suas mãos e ele me abraço pelo maior minuto da minha vida
-Aproposito feliz aniversario  Disse ele com um cup cake com os números 29 em cima, Sorri e agradeci, mais aquilo parecia tão... sei lá, inapropriado para a ocasião. Ele me levou até um lugar perto do chalé era um penhasco banhado pelo mar agitado, a chuva caia ainda mais forte, mais nada interessava, ele estava ali... -Vamos?- Ele disse olhando o penhasco
-Para onde exatamente?
-Não sei, vamos descobrir juntos- dei mais dois em direção ao penhasco sem soltar sua mão, Olhei fundo nos teus olhos e ele me beijou e então só me senti caindo e caindo... a chuva me atingia com velocidade e o vento chicoteava o meu rosto, Um trovão soou alto ao meu lado e já não sentia absolutamente nada!